A educação como fator de prosperidade de imigrantes pobres e analfabetos (II)

Continuemos de onde paramos sobre a melhoria de vida dos imigrantes chineses na Malásia. Com o passar dos anos e transmissão de seus bons hábitos às gerações posteriores, os chineses aprimoraram seus negócios na Malaya e tornaram-se empreendedores em lojas e em grandes negócios. A preocupação com a educação levou os pais a arcarem com as despesas de seus filhos quando o governo os excluiu da educação pública gratuita, reservada por lei aos malaios. Como resultado desses esforços, e apesar da política do governo, uma maior porcentagem de crianças chinesas completava os estudos. Assim, apesar de terem começado muito mais pobres que os malaios, suas rendas se tornaram o dobro da média dos nativos. Foi o resultado do maior esforço na educação e no trabalho.

Em 1957 a colônia britânica da Malaya tornou-se independente e passou a ser conhecida como Malásia. Nessa década, as tensões inter-raciais estavam entre os maiores desafios: enquanto os chineses demandavam igual tratamento para todos os cidadãos, os malaios queriam ainda mais tratamento preferencial. Como resolver o conflito inter-racial? Com uma solução incomum: o país abriu mão de parte de seu território, uma ilha pequena, pobre em recursos naturais e em terras cultiváveis, alto desemprego e já bastante povoada por chineses. Mesmo com problemas existentes ainda hoje, tornou-se um dos países mais ricos do mundo: Cingapura, que, segundo o autor, chegou a ter Produto Interno Bruto cinco vezes maior que o da Malásia. Assim nasceu mais um país na Ásia, cuja população em 1995 era composta por 77% de chineses, que praticaram seu estilo de vida que incentivava a educação e o trabalho para todos. As imagens nas fotos deste artigo e do anterior mostram Cingapura no início de sua existência e nos dias atuais.


Fotos: Reprodução/Love Money

Em relação a estilo de vida, podemos extrair algumas importantes lições a partir das diferentes condutas desses dois grupos. O destino de uma geração foi determinado pelos hábitos que a geração anterior foi capaz de transmitir. O esforço para estudar e trabalhar trouxe melhoria extraordinária da qualidade de vida tanto no aspecto individual quanto no coletivo. O autor menciona situações em que se pode inferir que as diferenças consideráveis de prosperidade entre chineses e malaios também foram influenciadas pela educação financeira e amizades dos jovens estudantes. Que esse exemplo sirva para fazermos uma auto-análise de nossos hábitos e adoção de boas práticas para a prosperidade.

Guilherme Santos Júnior
Guilherme Santos Júnior
Guilherme é Analista Ambiental, bacharel em Geografia e Ciências Náuticas, licenciado em Geografia e mestre em Planejamento do Desenvolvimento. Acredita na educação, mais que na instrução, como meio de se atingir objetivos importantes na vida, e no uso do livro como ferramenta de aprendizado e sobretudo de conhecimento.

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